Infestação de térmitas leva à reconstrução da antiga sede da Cruz Vermelha em Braga

A sede da Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) de Braga, na Avenida 31 de Janeiro, sofreu um ataque de térmitas, em 2019, o que obrigou à total reconstrução do edifício e, consequentemente, à mudança para um novo local.

Neste artigo, a Pluggo explica a solução que implementou para resolver o problema.

A Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa foi fundada em 30 de outubro de 1870 por Gonçalo Pereira da Silva de Sousa e Menezes, com o intuito de complementaridade com outras organizações oficiais no apoio aos que mais necessitam, através de refeições, no apoio a pessoas em situação de sem-abrigo, apoio a crianças, jovens e famílias.

A antiga sede da Delegação era um edifício do início do século XX, tendo sido adquirido pela Cruz Vermelha Portuguesa em 1979, e não oferecia as condições de salubridade e de segurança adequadas à prática do apoio aos utentes e público.

“A nossa sede não oferecia condições de segurança” afiança David Rodrigues, Adjunto Executivo da Delegação de Braga. Para além disso, “[a sede] estava a exigir cada vez mais dinheiro para a manutenção, retirando dinheiro da atividade humanitária para obras de manutenção que não resolviam o problema de fundo, eram apenas paliativas”.

Térmitas: silenciosas mas avassaladoras

Destruição das térmitas

Até que surgiu o problema das térmitas. Estes insetos invertebrados organizam-se em colónias subterrâneas (2 a 4 metros de profundidade), alimentando-se de celulose (madeira, papel, cartão) e têm uma grande capacidade de destruição. Em virtude da procura de alimento, as térmitas usam «tubos de lama» pelo exterior ou deslocam-se pelo interior das paredes/muros.

A destruição praticada pelas térmitas é efetuada com grande rapidez devido à comunicação entre os vários elementos da colónia através de feromonas. Cada colónia está dividida em três castas, cada uma com a sua função: os operários buscam formas de encontrar alimento para abastecer a colónia; os soldados combatem quando surge algum perigo; por fim, e das mais importantes, as reprodutoras, que durante dois períodos do ano enxameiam para criar outras colónias ou para fornecer mais indivíduos para a colónia.  

No que tange à problemática das térmitas, o silêncio da devastação é a principal característica, sendo o único momento visível do problema o período do enxameamento, quando as térmitas reprodutoras saem para criar outras novas colónias.

Desta forma, no edifício da Delegação de Braga da CVP, o problema era sério e invisível, pondo em risco a dignidade humana de toda a gente. A situação era “pouco visível, mas nós tínhamos a nossa sala nobre em que, no lado da parede exterior, apareciam uns insetos com asas no verão, em enxames” acrescenta David Rodrigues.

A perceção, para além do enxameamento, foi nos vestígios deixados pelas térmitas. “A verdade é que na mesma sala nobre existiam uns aros de madeira ao redor da janela que foram completamente comidos, pressionava-se o dedo contra o aro e o dedo perfurava o mesmo, estava oco. Depois disso, começou a alastrar para outros locais, sendo que, em vários sítios, a madeira começou a ruir” afirma David Rodrigues.

Todavia, no seio da organização não existia a noção completa da gravidade da situação, que no limite poderia levar ao colapso de todo o edifício. No entender de David Rodrigues, “as térmitas estavam a consumir a estrutura da sede construída em tabique. Sendo quase todo o edifício em madeira, nós tínhamos uma bomba-relógio nas mãos”.

Termidor como ferramenta para erradicar as térmitas

Aplicação Termidor

Com a situação das térmitas em mãos e com o edifício em grande estado de degradação, a Delegação de Braga da CVP decidiu reconstruir a sua sede apenas mantendo as paredes exteriores. “Foi com a intenção de, na remodelação, manter as paredes exteriores que decidimos contactar a Pluggo® para erradicar o problema das térmitas”, assegura David Rodrigues.

O extermínio das térmitas no local é essencial para que a situação não volte a surgir, sendo a utilização do Termidor® como barreira química determinante para solucionar a situação. O Termidor® é constituído por Fipronil e ataca o sistema nervoso das térmitas quando ingerido pelas mesmas, ou através de contaminação quando entram em contacto umas com as outras. Apesar disso, a nocividade para os humanos é bastante reduzida.

O Termidor® é o único produto para o efeito com autorização BPR e certificação CTB-p+, que permite a sua utilização nas habitações e assegura a sua eficácia e segurança. O produto atinge a sua eficácia máxima a partir de três meses, sendo apenas permitido o seu uso nas paredes e nunca no solo, devido ao risco de contaminação.

Inicialmente, a Delegação de Braga pediu um estudo sobre a situação da sua sede, pese embora esse estudo tenha aconselhado como solução uma bolha de desinfestação, o que para a CVP “era caríssimo e não tínhamos capacidade financeira para isso”, acrescenta David Rodrigues. Posteriormente, “explicámos a nossa preocupação do problema das térmitas ao construir um edifício novo. Com o conhecimento profundo da Pluggo®, existiu o apoio do tratamento colocado nas paredes, bem como a colocação do Termifilm® nas fundações da nova obra”.

Nas paredes que ficaram intactas, foi executada uma barreira de perfuração de 20 em 20 centímetros para a injecção do Termidor® nas paredes. Após a injeção, o produto alastra-se por toda a parede/muro, tornando o Termidor® mais eficiente.

Posto isto, com este tratamento, toda a edificação fica protegida das térmitas, tendo o tratamento uma duração de, no mínimo, cinco anos. Para além do Termidor®, foi usado o Termifilm®, uma barreira física colocada no início da empreitada ou da reconstrução, para, desse modo, não permitir a penetração das térmitas dentro do edifício, constituindo em simultâneo uma barreira contra a humidade.

Termifim aplicado

Questionado sobre a nova sede, David Rodrigues adianta que irá ter “capacidade para oferecer uma resposta mais eficiente”. Para além disso, irá ter uma “melhor eficiência energética e uma melhor acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida”, visto que, a antiga sede, como sendo um edifício antigo, não oferecia essa possibilidade.

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